Palestras em Guarulhos discutem a importância das habilidades socioemocionais nas escolas e o “ensino das emoções”

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Com a inclusão das competências socioemocionais na nova Base Nacional Comum Curricular, divulgada pelo MEC, escolas precisam se preparar. Tania Fontolan, diretora do Programa Semente, falará para pais e educadores sobre como desenvolver essas habilidades em meio ao projeto pedagógico

A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê a inclusão das habilidades socioemocionais no currículo escolar. A preocupação em desenvolver habilidades como empreendedorismo, empatia e responsabilidade estão presentes no texto – das 10 competências básicas propostas pela BNCC, 5 são de ordem socioemocional.

Com isso, as escolas brasileiras precisam se preparar para incluir essas habilidades em meio ao projeto pedagógico. Além de ensinarem disciplinas como português, matemática e física, por exemplo, elas terão de desenvolver competências como resiliência, autocontrole, empatia, respeito e habilidades sociais.

Para orientar educadores nesse processo, a equipe do Programa Semente realiza no dia 23 de janeiro, às 10 horas, no Colégio Mater Amábilis, em Guarulhos (SP), a palestra “Programa Semente: a importância das habilidades socioemocionais na formação de crianças e jovens”. O evento será conduzido pela educadora Tania Fontolan, diretora do Programa Semente – metodologia que está oferecendo às escolas brasileiras a possibilidade de preparar seus alunos a lidarem com a aprendizagem socioemocional, através do domínio das emoções.

O Programa, que já está sendo utilizado por cerca de 20 mil alunos e tem adoção inédita na cidade pelo Colégio Mater Amabilis, foi desenvolvido pelo médico psiquiatra Celso Lopes de Souza junto com um grupo de educadores e com base no Casel, principal centro de estudos da aprendizagem socioemocional do mundo. O Casel reuniu em 2011 diversos pesquisadores ao redor do mundo para avaliar o impacto de programas de habilidades socioemocionais na vida de 270 mil estudantes. Os resultados de boas práticas incidiram não só na diminuição da possibilidade de surgimento de transtornos psiquiátricos, como também, na melhora em média de 11% no desempenho acadêmico.

Numa aula sobre autoconhecimento e autocontrole do Programa Semente, por exemplo, o aluno é incentivado a refletir sobre suas emoções e se conhecer melhor. De

forma estruturada, o programa trabalha os cinco domínios: autoconhecimento, autocontrole, empatia, tomada de decisões responsáveis e habilidades sociais.

“Os pais e as escolas precisam incorporar que as emoções importam. Do mesmo jeito que ensinamos as crianças a nadar e andar de bicicleta, devemos ensiná-las a lidar com suas emoções”, afirma Tania.

Sobre o Programa Semente (www.programasemente.com.br) – Com uma abordagem moderna e inovadora, o Programa Semente está presente em escolas brasileiras contribuindo para o desenvolvimento socioemocional de alunos e educadores. A partir de um material escrito por educadores, médicos e psicólogos, sua metodologia possibilita que sejam trabalhadas em sala de aula questões como sociabilidade, autoconhecimento, autocontrole, empatia e decisões responsáveis, entre outras habilidades, cada vez mais presentes no mundo do trabalho e nas principais avaliações internacionais de educação, como o PISA. Desta forma, o Programa Semente contribui para a alfabetização emocional.

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